21 de abr de 2010

Filme: Querida America: Cartas do Vietnã

O dendÊ socialista recomenda o seguinte filme: Querida America: Cartas do Vietnã.

"Documentário feito para TV. Cartas enviadas por americanos que participaram da Guerra do Vietnã além de missivas escritas para eles são lidas por diversos atores e atrizes renomados. As cartas são editadas junto a imagens de notícias, videos de amadores, fotografias da guerra e músicas da época."


O link para download segue abaixo.


http://www.makingoff.org/forum/index.php?app=core&module=attach&section=attach&attach_id=21213

Fonte: Making OFF

Os BRICs e a nova geopolítica científica mundial


Luciano Rezende *

No último final de semana, representantes do Brasil, Rússia, Índia e China estiveram reunidos em Brasília. Em pauta, um novo reordenamento mundial de ordem política, econômica e, por que não afirmar, científica.

Com exceção da Rússia – que ao apartar-se do socialismo viu sua antes vigorosa e relevante produção científica despencar -, Brasil, Índia e China apresentam-se como detentores de dados impressionantes na ciência nos últimos anos. Mais uma prova cabal de que ciência nacional e desenvolvimento econômico são indissociáveis.

Os países do BRICs, como mostra o Jornal da Ciência (JC) publicado no dia 12 de fevereiro último, “tiveram sua produção científica analisada de 1981 a 2008 e o resultado mostra que a China deu um salto na publicação de artigos, enquanto a outrora poderosa Rússia tem decaído no cenário internacional de pesquisas. Brasil e Índia, por sua vez, dão passos largos, ainda que insuficientes para acompanhar o ritmo chinês, que pode desbancar os EUA como maior potência científica em breve”. Esses dados são da Thomson Reuters, a empresa que controla a base de dados International Science Information (ISI).

O estudo mostra que o tamanho da produção científica brasileira cresceu dez vezes no período analisado, passando de dois mil para 20 mil artigos, com uma forte tendência de alta. Na China, no mesmo intervalo, a quantidade de publicações saltou de praticamente zero para mais de 110 mil artigos, sendo que, de 2004 para 2008, o número dobrou. A Índia foi de 14 mil para 29 mil, enquanto a Rússia caiu de 29 mil para 22 mil. Não é por acaso que os BRICs tenham respondido por mais de 50% do crescimento global nos últimos anos.


Quando esses dados seriam possíveis no tempo em que mantínhamos relações preferências com os EUA? Os BRICs, a despeito da oposição de direita e seus grandes meios de comunicação, estão calando a boca de muita gente, inclusive do pensamento arrogante neoliberal de que nunca teríamos competência para produzir ciência de ponta sem seguir a cartilha do Tio Sam. Os números falam por si só.


Ainda segundo os cálculos da Thomson Reuters, “mantido o ritmo, em sete ou oito anos os indianos estarão produzindo tantos artigos quanto os cientistas dos oito países mais ricos do mundo e, entre 2020 e 2025, os ultrapassarão. A China, se mantiver o atual ritmo de crescimento, deve deixar os EUA para trás como maior produtor de papers do mundo nos próximos anos.”

Esses dados, longe de serem fortuitos, revelam a importância da ciência como ferramenta estratégica no desenvolvimento das forças produtivas conferida pelo Estado Nacional. Ciência é poder. Tanto é verdade que no auge da sua crise, a proposta orçamentária dos EUA para o ano fiscal de 2011 poupou a área de ciência e tecnologia dos cortes de gastos, pois o setor é considerado essencial para a recuperação econômica do país.

Importante destacar que a política científica do PSDB, por essência, é diametralmente oposta a da adotada nos dois governos do presidente Lula, com grande participação dos partidos aliados, principalmente PSB e PCdoB. Durante o governo FHC não saímos do lugar e a lógica era de que para o país seria melhor e mais barato comprar a tecnologia pronta de fora a investir em ciência nacional, própria. Pagamos caro por esses oito anos de governo tucano, com reflexos diretos na economia.

Nesse ano de eleição, devemos ter consciência de qual é a inserção que queremos dar à ciência nacional no concerto das nações. Projetos diferentes estão em pauta. Ou continuamos avançando junto àqueles países que reivindicam uma nova ordem mundial ou retrocederemos a ponto de mais uma vez viver um tempo em que as nossas universidades e institutos de pesquisa sequer davam conta de pagar suas contas de luz.

Fonte: Vermelho.

Bahia tem queda de 83,7% na notificação dos casos de dengue


Por: Política Livre.

A Bahia registrou, no primeiro trimestre do ano, uma queda de 83,7% no número de notificações de casos de dengue. No mesmo período, houve uma redução superior a 600% no número de óbitos decorrentes da doença. Segundo levantamento da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), nos meses de janeiro, fevereiro e março desse ano, foram notificados 12.250 casos de dengue clássico e confirmados 101 casos da forma grave da doença – dengue com complicações, febre hemorrágica da dengue e síndrome do choque da dengue -, com seis óbitos. No mesmo período do ano passado, houve 75.463 notificações de dengue clássico, 328 casos graves da doença e 38 óbitos.

19 de abr de 2010

Datafolha fraudou última pesquisa.

Deu no Blog Amigos do Presidente Lula que o Datafolha fraudou a última pesquisa para Presidência da República. Este instituto que pertence a Folha de São Paulo, maquiou os percentuais relativos a distribuição populacional no Brasil, com isso a pesquisa beneficiou Jose Serra, pois o sudeste foi superestimado na quantidade de entrevistas da pesquisa. Ou seja, o Datafolha não respeitou os indicadores de distribuição populacional apontados pelo IBGE e inventou um Brasil que não existe, esse é o instituto de pesquisa que Samuel Celestino confia.

18 de abr de 2010

O Pig baiano está sob censura: cognitiva.

A atual configuração da mídia baiana impede o cidadão baiano de ter acesso à informação de qualidade. Os jornais baianos não informam nada, os jornalistas são inaptos para a realização de conteúdo jornalístico que exija qualquer tipo de análise, não é a toa que o principal articulista do jornal Atarde chama-se Samuel Celestino, o paladino da moral e dos bons costumes do PIG baiano. O PIG baiano é incapaz de escrever sobre o mundo, para isso ele compra matérias de outras agencias, eles só são capazes de escrever sobre engarrafamentos. O PIG baiano é o cúmulo do senso comum.

Polícia Federal transfere Cacique Babau e Gil para presídio no RN.

Amigas e amigos,

A Polícia Federal transferiu, na madrugada de ontem, sexta, o Cacique
Babau Tupinambá e o seu irmão Gil, da sede da Polícia Federal em
Salvador para um Presídio Federal em Moçoró, no Rio Grande do Norte.

Para fazer a transferência, a PF alegou que, por ocasião do Dia do
Índio, poderiam ocorrer manifestações indígenas com tentativas de
"resgatar" o cacique.

A transferência foi requerida no último dia 12, segunda-feira, e
autorizada pelo Juiz Federal em Ilhéus, Pedro Holiday, mesmo com
manifestação em contrário do Ministério Público Federal, através do
Procurador da República em Ilhéus Eduardo El Hadj. Todo o processo
correu em sigilo e os advogados e familiares de Babau e Gil não foram
informados de nada, nem pela PF, nem pela Justiça Federal, nem pelo
Ministério Público.

Apenas quando alguns indígenas foram à sede da PF para tentar visitar
Babau na manhã de ontem, sexta, foram informalmente comunicados da
transferência pela carceragem.

Um Advogado da Pastoral Carcerária já esteve co Babau e Gil em Moçoró
ainda ontem.

Presos a dois mil quilômetros de sua comunidade, sem julgamento nem
condenação, Babau e Gil não poderão sequer ser visitados por seus
familiares e advogados!

Desnecessário sublinhar o horror da arbitrariedade e do racismo
implicados nessa medida. Apenas mais uma na campanha sistemática de
criminalização e perseguição aos movimentos sociais no Brasil, em
especial o movimento indígena no Nordeste, da parte de setores da
Polícia e da Justiça Federal.

Enquanto isso, a comunidade tupinambá na Serra do Padeiro mantém o
controle de todo o território reocupado nos últimos anos e ainda ontem,
em Brasília, mais uma série de liminares para reintegração de posse em
favor dos grileiros invasores da Terra Tupinambá foi derrubada no
Tribunal Regional Federal da 1ª Região; o que vem mais uma vez
demonstrar a Justiça verdadeira na luta de Babau e do seu povo, na
certeza da vitória final dos Direitos Indígenas no Brasil.

José Augusto Sampaio
Antropólogo - Coordenador Técnico

ANAÍ - Associação Nacional de Ação Indigenista
Rua das Laranjeiras, 26, 1º andar, Pelourinho
40026-230 Salvador, Bahia
Telefax: 71- 3321-0259; celular: 71-88911335; 'email': anai@anai.org. br
CNPJ 13.100.342/0001- 25

17 de abr de 2010

A disputa pelos números!!!

As atuais discordâncias entres os institutos de pesquisa mais populares do país refletem a influência que determinados partidos possuem eles. No Brasil a manipulação de pesquisas é uma prática usual, vale lembrar a eleição de Wagner, que todos os institutos apontavam como derrotado no primeiro turno, na prática o resultado foi o inverso do apontado pelas pesquisas: Wagner ganhou no primeiro.

Não há como confiar em pesquisas, o Conversa Afiada não confia, o DendêSocialista também não.

Vox Populi e Sensus reagem à linha editorial da Folha

Vox Populi e Sensus reagem à linha editorial da Folha

Institutos reagem: “Questionável é a linha editorial da Folha”

do Brasília Confidencial, via Vermelho

Textos publicados nas últimas semanas pelo jornal Folha de São Paulo, com o aparente objetivo de desacreditar os resultados das pesquisas eleitorais dos concorrentes do Datafolha e valorizar os apurados pelo instituto do Grupo Folha, produziram uma crise entre as quatro maiores empresas de pesquisa do país.

E despertaram, terça-feira e ontem, vigorosa reação dos presidentes do Vox Populi e do Sensus apoiada por integrantes do conselho de ética da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP).

Na terça-feira, o Vox Populi e o Sensus protestaram durante reunião da ABEP. Ontem, o diretor-presidente do Vox Populi, Francisco Meira, repetiu seu protesto a Brasília Confidencial.

“As discussões (sobre os resultados das pesquisas) deveriam manter um nível técnico, sobre as diferenças metodológicas. Infelizmente, a Folha optou por uma abordagem tendenciosa e sem argumentos consistentes. Questionável é a linha editorial da Folha de São Paulo”, atacou Francisco Meira. E continuou: “A diferença entre nós é a existência de um grande veículo de comunicação que se dispõe, talvez por solidariedade aos colegas do departamento de pesquisa, a praticar um jornalismo de má qualidade, atacando sistematicamente empresas que divulgam resultados diferentes dos que lhe interessam”.

Inversões da Folha

A origem da crise está no comportamento que a Folha de São Paulo passou a adotar logo depois que publicou pesquisa do Datafolha em que, diferentemente de todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas neste ano, os resultados apontaram o crescimento do pré-candidato do PSDB, José Serra, e estagnação da pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Ao contrário também de uma tendência que o próprio Datafolha identificara um mês antes, de crescimento de Dilma e queda ou estagnação de Serra, os resultados publicados pelo instituto em 27 de março, duas semanas antes do lançamento da pré-candidatura tucana, apontaram outro cenário.

Embora o Vox Populi e o Sensus não tenham levantado suspeita sobre esses resultados apurados pelo Datafolha e exibidos pela Folha, o jornal começou a questionar o trabalho dos concorrentes, cujos resultados, em resumo, não favoreceram a candidatura tucana (veja no quadro). Eles apontaram, no fim de março e no início de abril, a continuidade do crescimento da candidatura petista e empate entre Serra e Dilma.

“Fora de contexto”

A Folha de São Paulo publicou notas insinuando que a ordem das perguntas utilizada pelo Vox Populi poderia interferir no resultado das pesquisas.

“A Renata Loprete, a Mônica Bergamo e o Fernando Rodrigues receberam uma nota de esclarecimento. Demoraram cinco dias para publicar nossa posição. Quando o fizeram, foi fora de contexto, passando ao leitor a impressão de que nossa resposta se referia a outras acusações”, afirmou terça-feira e reafirmou ontem o diretor-presidente do Vox Populi.

Poucos dias antes da divulgação da mais recente pesquisa do instituto Sensus, que mostra diferença inferior a meio ponto percentual entre Serra e Dilma, a Folha de São Paulo se voltou contra o outro concorrente do Datafolha. O jornal tentou desqualificar o trabalho do Sensus, antes mesmo de que os resultados fossem divulgados, explorando uma troca no nome do contratante da pesquisa.

“A Folha pinçou esse fato e transformou em uma matéria de primeira página que não diz absolutamente nada”, reclamou Ricardo Guedes, diretor do Sensus, na reunião com o conselho de ética da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa.

O presidente da ABEP, Waldir Pile, que intermediou o debate entre os presidentes dos institutos, disse que a associação não impõe normas de conduta aos filiados. Mas frisou que, certamente, a melhor forma para discutir eventuais discordâncias de metodologia “não é através de notas na imprensa”.

As diferença incomôdas

Instituto Datafolha (25/26 de março) >> Candidatos Serra 36% x Dilma 27%
Vox Populi (30/31 de março) >> Serra 34% x Dilma 31%
Sensus (5 a 9 de abril) >> Serra 32,7% x Dilma 32,4%

Nova Pesquisa Datafolha!!!



Pesquisa Datafolha mostra José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto ante 28% de Dilma Rousseff (PT). É a primeira enquete após o lançamento da candidatura tucana, no sábado passado. No fim de março, Serra e Dilma tinham, respectivamente, 36% e 27%.

Pela primeira vez Marina Silva (PV) aparece numericamente na frente de Ciro Gomes (PSB), embora do ponto de vista estatístico ambos estejam empatados.

Veja a pesquisa completa na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal ou do UOL).

A pesquisa, registrada sob o número 8.383/2010, foi realizada nos dias 15 e 16 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Fonte: UOL




13 de abr de 2010

A guerra na Internet já começou.

A guerra na internet já começou, os petralhas tucanos derrubaram o site do PT. Espero que esquerda reaja.

Clique aqui e veja que o site do PT está sob ataque.

12 de abr de 2010

Marco Aurélio Garcia nega base militar dos EUA aqui: “Brasil não tem discurso duplo”

Por Azenha: Marco Aurélio Garcia nega base militar dos EUA aqui: “Brasil não tem discurso duplo”

ATUALIZAÇÃO em 12 de abril às 16h43

O Viomundo acabou de conversar com a assessoria de Marco Aurélio Garcia, em Brasília, que informou: “A íntegra do acordo militar Brasil-Estados Unidos deve ser publicada entre hoje e amanhã no site do Itamaraty”.

***************

por Conceição Lemes

A imprensa internacional reiteradamente tem noticiado: está prevista a instalação no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro, de uma base estadunidense.

Carta Capital não entrou nesse rumor e explicou por quê:

Em março, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, reuniu-se com o presidente Lula, o ministro Nelson Jobim e o chefe da Polícia Federal. O Globo e O Estado de S. Paulo lançaram o boato, reproduzido pela imprensa internacional, sobre a negociação de uma base do Pentágono no Rio de Janeiro. Alguns jornalistas entenderam que o subsecretário de Estado, Arturo Valenzuela, confirmou esse acordo em Quito, dia 5 de abril.

Em 6 de abril, em entrevista à Telam, agência de notícias da Argentina, Marco Aurélio Garcia, assessor especial de política internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desmentiu os boatos disseminados aqui e no exterior. Carta Capital reproduziu as suas declarações.

“Não é verdade que o Brasil esteja negociando a instalação de uma base estadunidense”, afirmou Marco Aurélio. “O que existe é um programa de cooperação com os EUA contra o narcotráfico, mas que não tem nada a ver com a possibilidade de instalar uma base militar estadunidense no Brasil. Não há qualquer chance de isso acontecer.”

Em 7 de abril, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota esclarecendo acordo Brasil-EUA, que deve ser assinado brevemente:

O acordo tem como objetivo aperfeiçoar a cobertura institucional para a cooperação bilateral já existente e futura em áreas como: a) visitas de delegações de alto nível, b) contatos em nível técnico, c) encontros entre instituições de defesa, d) troca de estudantes, instrutores e pessoal de treinamento, e) eventos de treinamento e aperfeiçoamento, f) visitas de navios, g) eventos esportivos e culturais, h) iniciativas comerciais relacionadas à defesa, e i) programas e projetos de tecnologia de defesa.

Em outro trecho, salienta:

Seguindo o estabelecido pelo Art. 1.IV.c da Resolução adotada na II Reunião Extraordinária de Ministros das Relações Exteriores e da Defesa da União de Nações Sul-Americanas, realizada em Quito no último dia 27 de novembro, o presente acordo contém cláusula expressa de garantias que assegura respeito aos princípios de igualdade soberana dos Estados, de integridade e inviolabilidade territorial e de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados.

A nota do Itamaraty não fala em instalação de base militar. Trata da cooperação em equipamentos, tecnologia e treinamento. Não havia um acordo formal desde 1977, quando o general Ernesto Geisel, acusado de violações de direitos humanos, rompeu com os EUA. Ela não foi suficiente para tranquilizar o excelente Mauro Santayna, que, no dia 8, publicou o artigo Tratado indesejável , no JBOnline:

Com todas as explicações, incluídas as do Itamaraty, em nota oficial, é inconveniente o Acordo Militar que o Brasil está pronto a assinar com os Estados Unidos. Podemos firmar acordos semelhantes com países que podem comparar-se ao nosso, mas não com aquela república. É lamentável que esse tratado seja negociado pelo atual governo.

Mais adiante acrescentou:

Conviria ao ministro Nelson Jobim poupar-se de outro escolho biográfico – ele que deles anda bem servido – e explicar sua posição no episódio.

Estranhamente, no mesmo dia em que o Itamaraty divulgou a sua nota, Valenzuela, o subsecretário dos EUA para América Latina, em outra entrevista em Quito, Equador, à Ansa, agência italiana de notícias, reavivou a suspeita: “Washington está preparando a instalação de uma base militar norte-americana no Brasil para combater o narcotráfico”.

O Viomundo contatou Marco Aurélio Garcia. “O Brasil não tem discurso duplo”, respondeu por meio de sua assessoria. “Seria um contrassenso ante a forte reação brasileira às bases militares dos EUA na Colômbia. Insisto: não há menor possibilidade de isso acontecer.”

César Olha no Espelho e vê Geddel. Parte II

César fechou com Geddel.
Não é possível que Wagner não soubesse que César e Geddel andavam conversando. O Senador, feito por ACM, publicizou isso em recente artigo publicado pelo Atarde e repercutido por todo PIG baiano. Nesse artigo César explicitou sua tática: sou de todos e não sou de ninguém. Se o Governador, estivesse um pouco atento, perceberia que César só olha para o próprio umbigo e não para o de Wagner. Nas articulações para prefeitura de Salvador, quando o PT foi pedir apoio a César, ele já tinha fechado apoio à candidatura de Grampinho. A articulação política do governador poderia ter evitado esse baile (Apoio de César a Geddel) se tivesse pressionado César para uma decisão a duas semanas atrás, quando se deu por certo, que o PR participaria da chapa Majoritária. Ao não pressionar César, para publicizar o seu apoio ao PT, o Governador permitiu que ele se articulasse com o PMDB e com o DEMO.
Este Blog não queria que César participasse da chapa Majoritária, mas também não desejava que o Governador Wagner fosse desprestigiado como foi , por partidos da base do governo Lula. Wagner precisa ouvir mais a militância do PT, e menos a articulação política do seu Governo.

11 de abr de 2010

Lula fala e Samuel rouba a idéia, ele se acha um gênio. Coitados dos seus estágiarios.

Samuel Celestino não gosta de Lula. Ele gosta de Serra.
Ao comentar o lançamento da campanha de Serra, Samuel (aquele que diz que foi perseguido por ACM), ressaltou que Lula não gosta da Imprensa. Definitivamente Samuel (aquele que diz que foi perseguido por ACM) vota em Serra, faz campanha para Serra, só que como a maioria dos jornalistas baianos, que ainda estão no século XIX ele não assume, se diz independente. Contudo, neste post, onde ele comentou o lançamento de Serra como candidato, ele enalteceu uma suposta defesa de Serra a Liberdade de Imprensa. Até as bactérias de Marte sabem que Serra não é a favor da liberdade de imprensa, pelo contrário, ele manda demitir jornalistas que produzem conteúdo desfavorável a ele e ao PSDB: Azenha , PHA, Nassif entre outros blogueiros já denunciaram isso. Tem mais, Samuel é tão tacanho que ao finalizar o comentário do Post ele se apropriou de uma idéia de Lula, publicada por diversas mídias ontem, sobre o slogan de Serra: trata-se de uma copia do “Yes we can” de Obama, Samuel é assim ele rouba a idéia dos outros, mistura publicidade com espaço governamental, mistura política com fofoca, e ainda acha que Serra significa a reconstrução do Farol de Alexandria. O Pig Baiano é uma lástima, não sabe nem apertar o botão do elevador.

6 de abr de 2010

FHC: o neoliberalismo dos Jardins

Saiu na Carta Maior:04/04/2010
FHC: o neoliberalismo dos Jardins
O tamanho da vaidade de FHC parece ser o maior adversário de seus correligionários de partido e ex-colegas de governo, que tentam esconder ele e seu governo. Ele não agüenta ver seu governo atacado e não contar com ninguém que o defenda – como aconteceu no segundo turno de 2006. Se deram conta que aceitar a comparação entre os dois governos – o de Lula e o de FHC – é o caminho seguro da derrota. Não convidaram FHC para a cerimônia de saída de Serra do governo de São Paulo, o excluíram do lançamento da candidatura presidencial e pretendem mantê-lo – ele e seu governo – fora da campanha, conscientes de que ele é o melhor promotor da campanha da Dilma.
Tem razão os que o querem esconder. Ele saiu do governo derrotado, fracassado, tornou-se o político de maior rejeição, não se atreve a candidatar-se a nada, cada vez que fala, o apoio ao governo Lula e à sua candidata aumenta. Às vezes quer retomar um ar de intelectual, que ele um dia foi, mas as besteiras teóricas que diz ganham um ar empolado, passando a ser besteiras empoladas.
Agora pretende alertar sobre o risco do Brasil se tornar uma China. Claro, para quem tentou abolir o tema do “desenvolvimento”, o crescimento chinês é um acinte. Para quem acreditava que já havíamos chegado a um tal nível de desenvolvimento econômico – tomando o capitalismo dos Jardins paulistanos -, bastaria eliminar o desenvolvimento e colocar no seu lugar a “estabilidade”. Para quem está por cima, poderia ser bom parar onde estavam. Danem-se os “inimpregáveis”, segundo suas próprias palavras, a grande massa pobre e miserável, para quem nunca pretendeu governar.
Volta com seu “trololó” – segundo a linguagem de seu candidato, já derrotado em 2002 – do “capitalismo de Estado”. Esse já foi o mote de FHC para tentar salvar de responsabilidade os grandes empresários privados no Brasil, nacionais e estrangeiros, que enriqueceram como nunca na ditadura militar, lucrando com o regime de terror, de tortura, de desaparecimentos, de fuzilamentos. Seu enriquecimento foi a lógica dentro daquela loucura – segundo a frase de Shakespeare.
FHC dizia que os setores hegemônicos na ditadura militar não eram os capitalistas privados, mas o “capitalismo de Estado”. Haveria uma classe dominante na Petrobrás, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, na Vale do Rio Doce. Esses seriam os inimigos da democracia, e não os militares, o governo dos EUA, o grande empresariado privado, os donos da mídia privada. Não. Esses seriam agentes da democracia, prefeririam a democracia à ditadura.
Absolvia assim os grandes vencedores da ditadura, os que acumularam riquezas como nunca em um regime que, imediatamente após o triunfo do golpe, decretou intervenção em todos os sindicatos e arrocho salarial. O sonho de todo grande empresário: sem movimento sindical organizado para defender os interesses dos trabalhadores e formalização da proibição de qualquer aumento salarial. E vem o ex-presidente e ex-sociólogo dizer que os grandes empresários nacionais e estrangeiros preferem a democracia. Não se viu nenhum deles protestar contra a repressão aos sindicatos, nem contra o arrocho salarial.
E, para completar o servicinho de dar uma teoria “democrática” para a transição sem ruptura, a favor do grande empresariado, FHC passa a criminalizar o Estado. Este abrigaria o maior inimigo. Os militares? Não. As empresas estatais, tornando-se um neoliberal precoce.
Tanto assim que FHC diz que democratizar seria desconcentrar o poder econômico em torno do Estado e o poder político em torno do executivo. Nisso consistia sua aclamada – pelos seus cupinchas – “teoria do autoritarismo”, que nem se atrevia de chamar as coisas pelo seu nome: ditadura e não autoritarismo. Um neoliberalismo “avant la lettre”, como ele gostaria de falar, com o seu pé na cozinha (francesa, como ele esclareceu posteriormente).
Agora FHC tenta novo brilhareco, contra a opinião dos seus correligionários (nas palavras de uma de suas tantas viúvas nas imprensa, tratado como genro que a família quer esconder, porque só comete gafes, que favorecem o inimigo ), francamente na onda anticomunista. Já tinha apelado para o “sub-peronismo”, para a denúncia do papel dos sindicatos no governo, agora ataca o desenvolvimento da China. Prefere seu neoliberalismo dos Jardins, aquele que quebrou o país três vezes no seu governo, que levou a taxa de juros – que seu candidato considera que hoje é alta, – a 48%, sem que este tenha protestado. Que fez o Brasil entrar em uma profunda e prolongada crise, de que só saiu no governo Lula.
Que se valeu da maioria que tinha no Parlamento e de ser o queridinho da imprensa, que não denunciou nenhum dos tantos casos de corrupção do seu governo, para mudar a Constituição na vigência do seu mandato – com votos evidentemente comprados – para ter um segundo mandato.
Triste figura a do FHC. Rejeitado por seus correligionários, considerado como alavanca para a oposição pela rejeição que sofre do povo brasileiro, funciona como clown, como personagem folclórica, lembrança de um passado que o governo luta para terminar de superar e a oposição para tentar esquecer e apagar da recordação dos brasileiros. Escondido pelos seus, repudiado pelos seus adversários, enterrado em vida pelos seus, tomado como anti-exemplo por seus adversários.
O governo Lula só pôde ter sucesso, porque virou a página do governo FHC e retomou as melhores tradições nacionais, populares e democráticas do Brasil, a começar pela de Getúlio Vargas, que FHC quis enterrar. Que hoje, pateticamente, não tem ninguém que o defenda e todos o rejeitem. Repúdio popular é isso aí, o que sofre FHC, de forma merecida.
Postado por Emir Sader às 16:36

5 de abr de 2010

PC do B e PSB contrários ao chapão na proporcional.

Paixão Barbosa

Para se constatar como é difícil esta discussão sobre a composição da chapa proporcional no âmbito da base aliada do governo estadual (leia aqui o post “O que dificulta chapão é a sobrevivência política“) basta ver que no mesmo dia, duas figuras importantes do processo eleitoral divergem frontalmente. Logo pela manhã, a deputada federal Lídice da Matta, presidente regional do PSB, garantiu que a posição do seu partido é em favor da formação do “chapão”, com todos s candidatos dos sete partidos da base aliada disputando os votos de uma só coligação.
Possível candidata a Senado na chapa majoritária de Jaques Wagner, Lídice declarou, em entrevista ao site Bahia Notícias:“Em coligação proporcional não existe amizade, afeto, ou qualquer outra coisa que não a aritmética. O PSB não vai ser prejudicado de forma nenhuma”… “Uma coisa é o governador conduzir a chapa majoritária, outra é a proporcional. No máximo ele pode oferecer uma aliança com seu próprio partido, o PT. Ele nuca falou sobre isso (proporcional). Se o PT aceitar a decisão de coligar com o PR, é uma decisão do PT”. Ela falou isto para negar que esteja negociando a formação de uma chapa proporcional com o PR, como desejam os petistas.
Na tarde desta segunda-feira, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, líder do PCdoB, deputado Álvaro Gomes, foi enfático ao dizer que seu partido é contra a formação do “chapão” porque isto impediria que as legendas de esquerda elegessem bancadas fortes (ele revela, assim, o quanto teme a concorrência com os candidatos do PP e do PR).
Não acredito que haja uma solução capaz de reproduzir “negócio de mineiro”, aquela que agrada ás duas partes. Vai sair ranger de dentes nesta história.
Fonte: Atarde

4 de abr de 2010

Segundo Raul Monteiro a CNB está "chupando dedo" no Governo do Estado..

Mesmo dirigindo o PT estadual e o PT nacional, a corrente Construindo um Novo Brasil, não conseguiu espaços significativos na gestão do Governador Jaques Wagner. Raul Monteiro fez uma análise interessante sobre o recente processo de reforma do secretariado estadual. Para Raul, a CNB ficou “chupando dedo”, enquanto outras correntes menos expressivas na disputa interna do PT conseguiram manter seus espaços na administração. Confira aqui o post do Política livre .

3 de abr de 2010

Vox Populi: Serra estagnado, Dilma a apenas 3 pontos

Vox Populi: Serra estagnado, Dilma a apenas 3 pontos
Pesquisa sobre a sucessão presidencial do instituto Vox Populi divulgada neste sábado (3) pelo Jornal da Band mostra que a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff subiu 4 pontos percentuais e vai a 31%. O ex-governador de São Paulo José Serra continua à frente na corrida eleitoral com 34% das intenções de voto, estagnado no percentual que tinha em janeiro. O deputado federal Ciro Gomes tem 10% e a senadora Marina Silva, 5%. Brancos e nulos somam 7% enquanto 13% não souberam responder.Num cenário sem Ciro Gomes na disputa, Serra aparece com 38% das intenções de voto e Dilma, com 33%. Marina tem 7%, brancos e nulos, também 7% e 15% não souberam responder.A pesquisa do Vox Populi mostra um resultado bem diferente da última pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo no último dia 27. Nela, Serra aparece nove pontos à frente de Dilma, com 36% contra 27% de Dilma.A pesquisa ouviu 2.000 pessoas nos dias 30 e 31 de março e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Não foram divulgadas simulações de segundo turno.
Com informações do R7

A demonização de Cuba: uma guerra política e cultural

Em política,a única vitória possível é cultural. O restante pode ser chamado de ocupação, asfixia, imposição...Os ideólogos da direita se lançaram de corpo e alma em uma guerra cultural contra Cuba


Por Enrique Ubieta Gómes

O principal obstáculo do imperialismo para derrotar a Revolução Cubana não é militar nem econômico, mas sim moral. De alguma forma “inexplicável”, Cuba conserva o prestígio internacional e o consenso interno, apesar do desgaste de meio século sob os efeitos de um implacável bloqueio e de uma contínua campanha midiática, apesar da derrubada – há 20 anos – e do descrédito de um “campo socialista” do qual hoje se enumeram as manchas e se ignora a luz.
Os ideólogos da direita sabem que esse prestígio moral invalidaria qualquer vitória militar ou econômica sobre a ilha. Em política, a única vitória possível é cultural. O restante pode ser chamado de ocupação, asfixia, imposição; todas variações que postergam a vitória do suposto derrotado. Por isso, eles se lançaram de corpo e alma em uma guerra cultural que envolve tudo. Uma guerra que não busca nem pede verdades ou princípios: uma guerra para reverter convicções e sentimentos, que se apoia na força dos meios de comunicação. Ou por acaso a demonização da cultura árabe – povo que vive sobre grandes reservas de petróleo – não antecede e acompanha a guerra de extermínio que sofrem seus estados “desobedientes”? Lançar-se de corpo e alma significa que esses ideólogos devem repetir sem ruborizar e sem piscar, que Che Guevara, o guerrilheiro heróico, foi um assassino: que Batista, o assassino, foi na realidade um bom governante; que Cuba, a nação que mais vidas salvou no mundo – incluindo a de seus inimigos -, desfruta da morte.
O governo de Obama é um excelente porta-aviões para bombardeios ideológicos: um rosto negro, um perfil intelectual, um sorriso sedutor. Um enorme e moderno navio de guerra que assume ares de cruzeiro, que finge não atacar: para isso aí estão seus aviões e os pilotos que às vezes decolam à noite, enquanto o capitão dorme. O certo é que a onda de desrespeitos coletivos que Obama encontrou em seu pátio latino americano era tão colossal que a guerra não podia absolutamente ser resolvida unicamente pela via da força. Não digo que sem a força, mas que não só pela força. Era imprescindível um golpe de Estado pedagógico – e para isso escolheu-se o elo mais débil, Honduras -, mas um golpe que fosse acompanhado de justificativas (supostamente) legais, de trâmites burocráticos, de condenações públicas e de apertos de mãos privados...

Para ter acesso ao texto completo acessar: PRAVDA.RU

2 de abr de 2010

Sucessão em um novo tempo.

Sucessão em um novo tempo

Jonas Paulo*
Sem dúvidas, respiramos um novo ar na Bahia e no Brasil e teremos uma sucessão presidencial, que, pela primeira vez, terá efeito decisivo nos rumos do nosso continente latino-americano e atrairá as atenções do planeta. A saída do FMI, a formação do Bric, a criação da Unasul e do bloco latino-americano e o reposicionamento dos fóruns internacionais nos colocaram na mesa de negociação das grandes questões do mundo de hoje.O nosso posicionamento com medidas anticíclicas e a diminuição da vulnerabilidade da nossa economia foram um marco no enfrentamento, em 2009, da crise terminal do neoliberalismo, com epicentro nos Estados Unidos. O mundo acompanhou e assinalou o nosso desempenho positivo.A falácia demo-tucana do binômio Estado mínimo/privatizações e divinização do mercado/ desregulamentação ruiu como um castelo de cartas, desmoronando o grande muro Wall Street, caindo a máscara da globalização financeirizada, que os sábios e poliglotas príncipes do tucanato nos vendiam pela mídia dócil aos seus desígnios como “verdade incontestável e destino inexorável da humanidade”.A compreensão de um novo papel do Estado, induzindo e regulamentando a economia, inibindo as desigualdades sociais e regionais, investindo em pesquisa, tecnologia, logística, infraestrutura e política energética é o diferencial, além da inserção soberana no mundo globalizado, falando uma só língua, a do povo brasileiro, e com tradutor, é lógico, “pois eles não falam o português”, diz Lula.A tese do mundo unipolar, com a supremacia absoluta no plano econômico, político, diplomático e militar dos EUA, que eles festejavam..., se foi. A disputa será de projetos que pautam o mundo pós-crise: o robustecimento do G-20, a débâcle do G-8, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, o fortalecimento do papel da OMC, o debate sobre o protecionismo e a universalização do conhecimento e do saber tecnológico. São novos paradigmas que energizam o mundo, e com muito orgulho somos parte desse avanço.
*Presidente Estadual do PT.
Publicado no ATARDE.

César Borges: o velho e o novo!!

César Borges: o velho e o novo!!

César Borges em seu recente artigo publicado pelo ATARDE esnobou o Governador Jaques Wagner e ainda ressaltou que o seu passado carlista não deve ser esquecido. O texto é um exemplo primoroso de esquizofrenia política. Simultaneamente César revelou que mantém conversas com Wagner, com seus antigos aliados (DEMOS) e com o Geddel. Nesse artigo Borges se refere a este momento da política baiana como algo novo: “um novo modo de fazer política toma forma na Bahia, mesmo sob combate dos radicais". Para o dendê socialista Borges quer reconstruir sua história a partir da sua aliança com o atual governador. Os radicais a que ele se referiu, são os mesmos que apanharam da policia, cujo ex-governador mandou reprimir, com bombas de gás e cavalaria, uma manifestação política formada em sua maioria por estudantes e lideranças da esquerda baiana. Ou seja, o atual momento político caracterizado pelo dialogo mencionado por Borges surgiu quando o grupo no qual ele foi formado politicamente perdeu as eleições. Se isso não tivesse acontecido ele continuaria mandando a polícia invadir áreas federais e espancar manifestantes. Esse é o novo e o velho Borges.

1 de abr de 2010

O Globo Fede.

1 de abril de 2010 às 18:20
Marco Antonio Araujo: O Globo fede
por Marco Antonio Araujo, no blog O Provocador, no R7

A Dilma não vai contar com meu voto. Talvez nem precise dele. Mas ela pode dispor da minha solidariedade contra as grosserias dessa oposição que embrulha peixe.
E literalmente fede, como a primeira página de O Globo desta terça-feira, 30. Vejam a reprodução:

A foto carrega uma ofensa gratuita. É brincadeira de mau gosto, sem graça nenhuma. Um estilo jornalístico que já conhecemos bem. Fez história neste país.
Percebam como o fotógrafo (ou o editor) enquadrou a foto de forma que a placa atrás da dona Dilma fosse cortada. De propósito, a palavra “federal” ficou sem a última sílaba. E o “fede” se tornou uma legenda para a candidata do Lula. A Dilma fede? Que gente mais mal-educada!
O jornal se desincompatibilizou, afinal. Entrou em campanha. O palanque está montado. É apenas o começo. De uma história que virá em capítulos diários, como eles bem sabem fazer. Essa novela já tem a vilã.
E o herói vai ser construído aos poucos. O biótipo não ajuda, não tem pinta (nem cabeleira) de galã. Mas ele vai sair bem na foto. Nada que um bom enquadramento não resolva.
E eles são bons nisso. Bem melhores do que dessa vez. Coisa de amador isso aí. Não estou desmerecendo, nem pensar. Eles devem estar apenas calibrando as lentes, ajustando o foco.
Em breve, o clique da máquina vai se confundir com o barulho de um gatilho.
Preparar. Apontar. Fogo.
Marco Antonio Araujo